Os seus fundamentos históricos remontam a 1892, quando o sertanista fazendeiro Inocêncio Costa demandou à margem esquerda do rio Araguaia e estabeleceu-se em Altas Barreiras. Em seguida, apoiado pelo Governo do Estado do Pará, Augusto Montenegro, levou para os locais inúmeras famílias Maranhenses e, assim, fundou o núcleo populacional, origem da atual cidade, cujo primeiro religiosos foi o Frei de Vila Nova. Os índios eram os primitivos habitantes da região onde se localiza o município de Santana de Araguaia 87.
A localidade prosperou. Entretanto, somente em 1937, o povoado de Altas Barreiras obteve categoria de distrito, com o nome de Santa Maria das Barreiras. Essa situação perdurou até 1961, quando se tornou unidade autônoma. Na mesma ocasião passou a chamar-se Santana do Araguaia.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Conceição do Araguaia distrito de Santa Maria das Barreiras.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Santa Maria das Barreiras permanece no município de Conceição do Araguaia.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Santa Maria das Barreiras permanece no município de Conceição do Araguaia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Santana do Araguaia, pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, desmembrado de Conceição do Araguaia. Sede no antigo distrito de Santa Maria das Barreiras. Constituído de 2 distritos: Santa Maria das Barreiras e Barreira Branca. Instalado em 10-04-1962, sendo que o distrito de Barreira Branca criado pela mesma lei do município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Santa Maria das Barreiras e Barreira Branca.
Pela lei estadual nº 164, de 23-01-1979, o distrito de Santa Maria das Barreiras passou a denominar-se Santana do Araguaia.
A cidade de Santa Maria das Barreiras, ex-Santana do Araguaia, fundada pelo Sertanejo Inocêncio Pereira Costa, em 07 de Setembro de 1893, recebeu seu nome primitivo de Barreira de Santana, em 1946 é elevada à categoria de Vila, pelo então Prefeito de Conceição do Araguaia, João Rego Maranhão, e passa a ter o nome de Santa Maria das Barreiras, 2º Termo Judiciário de Conceição do Araguaia.
Em 1954 o Sr. Manoel Quirino de Souza, Prefeito de Conceição do Araguaia, postula a criação do Município de Santa Maria das Barreiras, com o nome de Santana do Araguaia, e o seu objetivo é alcançado com muita luta e sacrifício com a aprovação da Lei Estadual nº 1.127 de 11 de Março de 1955 e a instalação do Município ocorreu-se no dia 28 de Abril de 1955. Nesta mesma data foi empossado no cargo de Prefeito o Sr. José Coelho da Luz, designado pelo Governador do Estado, General Zacarias de Assunção, para exercer o referido cargo até a posse do Prefeito eleito de Santana do Araguaia. Realizando ainda em 1955, as eleições, foi eleito o 1º o primeiro Prefeito Sr. Manoel Quirino de Souza, no entanto, deixa de tomar posse por motivo de o Município ter perdido sua autonomia Municipal, com a revogação da Lei nº 1.127. Extinto o Município, volta sua sede a condição de Vila e seu antigo nome de Santa Maria das Barreiras.
Em 1961, o então Prefeito de Conceição do Araguaia, senhor Manoel Quirino de Souza pleiteia pela 2ª vez junto ao Governador do Estado, Dr. Aurélio Correa do Carmo, a criação do município de Santana do Araguaia, quando foi apresentada emenda de criação do Município pelo Deputado Estadual, Sr. Pedro Carneiro, que é aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado e sancionada em 10/04/1962, foi eleito o 1ª Prefeita de Santana do Araguaia, a Sra. Isabel da Silva e Souza, que tomou posse no dia 10/12/1962 e seu mandato vai até 31/01/1967, data em que transmite o cargo ao seu sucessor, senhor José Coelho da Luz.
No ano de 1962 outra vez em meio a grandes comemorações a população elege a prefeita Isabel da Silva Souza, em dez de Dezembro Isabel foi à primeira mulher eleita prefeita no Brasil. Recebe o cargo já das mãos de Benony Nery Piassava.
Isabel, esposa de Manoel Quirino de Souza. Tendo como vice-prefeito Irineu Batista, sendo a câmara de vereadores:
Desta data em diante o quadro sucessório de prefeitos eleitos do município de Santana do Araguaia, até a data que sua sede foi transferida para o distrito de Campo Alegre. Neste período verificamos que um dos grandes líderes era Henrique Vitta, grande fazendeiro da região. A sede Campo Alegre, então município de Santa Maria das Barreiras foi atrelada a Santana do Araguaia por negociações políticas. Transferir a sede do município para o distrito de Campo Alegre. Aprovado por lei n° 5.171 de 05 de Novembro de 1984.
A localidade das margens do rio Araguaia perde os foros de cidade e volta á condição de vila de Santa Maria das Barreiras. Com a criação do município de Santana do Araguaia, este absorve toda a área do distrito de Santa Maria das Barreiras, que até aquela data integrava o município de Conceição do Araguaia. Esta Vila, ao assumir a condição de cidade sede do município, passou a denominar-se Santana do Araguaia e permaneceu sede até 1980, quando todo o município foi atingido por uma grande enchente do rio Araguaia. A prefeitura, o prefeito. Henrique Vitta, diante desse quadro e alegando apenas temer enchentes, mudou a instalação física para Campo Alegre. Destituída da condição de distrito – sede, a antiga cidade de Santa Maria das Barreiras, passou a enfrentar as grandes dificuldades.
Desta vez, além das necessidades de reconstrução, da catástrofe causada pela enchente, teria de conviver com a falta de assistência administrativa e dificuldade de toda ordem, em função da grande distância que ficou em relação à cidade sede – (figura 1 localização do município).
A grande distância e a falta de Manoel Quirino para administrar a terra de seus pais, avós e bisavós. Para agravar mais a situação desvantajosa antes de receber qualquer assistência que permitisse a sua reconstrução em1983, o Rio Araguaia volta novamente a transbordar. Diante de tantas adversidades, emergiu um sentimento de revolta na população local pelo abandono a que foram relevados pela prefeitura de Santana do Araguaia, tendo em vista a administração municipal ao mudar para Campo Alegre, se tornou incapaz de socorrer a população flagelada pelas enchentes que retirou instalações da antiga sede logo ao retirar todo esse equipamento e deixar a cidade ao conflito abandono, Henrique Vitta transferia instalações, equipamentos todos imprescindíveis para a cidade, tais como agência dos correios e geradores de energia. Mesmo sem Quirino, o povo reagiu, houve mesmo uma grande reação popular. Afinal o sangue de Inocêncio Costa, o sangue de Quirino, de Francelino Martins de Almeida, ainda corria nas veias do povo.
Esta reação popular era uma resistência ao abusivo esvaziamento da cidade em que sempre viveram. A terra de seus pais. Miguel, José Neres, Adão, Raimundo Fontinelle e mais todas as lideranças que se uniram, foram reclamar seus direitos na capital do Estado. As mulheres formaram uma comissão e foi a Belém reclamar seus direitos. Os direitos de ter a cidade de volta, ver novamente a sua Barreira de Santana a cidade próspera e bela que era.
Benvinda Neres Costa, Sebastiana Lopes, Sebastiana Oliveira Luz, Rita Gomes, Ana Almeida Luz, Joana Coronheiro, Maria do Carmo Fontenelli, Terezinha de Jesus Almeida, Maria do Tim, Corina Batista, exigiam a volta dos materiais levados e a autonomia político-administrativa.
Os principais argumentos políticos utilizado para popularizar e viabilizar foram, entre outros, a grande extensão territorial de Santa Maria das Barreiras do Araguaia, cujo distrito de Santa Maria das Barreiras deveria ser desmembrado, além do isolamento que o distrito viva em relação à sede municipal. O processo de emancipação teve inicio ainda na gestão de Henrique Vitta, contando com decisiva participação das lideranças comunitárias e apoiadas pelos deputados Estaduais Manoel Franco, Carlos Cavalcante e Giovanne Queiroz. Foi preciso para a sobrevivência, um pedido de socorro. Um pedido bem forte de socorro para terem de novo resgatada uma vida, uma tradição e os costumes do povo barreirense, que mostrou sua raça, venceu barreiras do tempo, barreiras do poder, passaram por sérias dificuldades, mas resiste. Graças à união, a força e este Araguaia que enche, transborda, derruba sedes e casas, mas reúnem a todos se tornando pai e mãe de todos nós barreirenses.
A realização do plebiscito em 1988 obteve a maioria de 72,5% dos votantes pela emancipação municipal. Vencida esta etapa, o município de Santa Maria das Barreiras foi oficialmente instituído pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará através da lei 5.451 de 10 de maio de 1988, que homologou o plebiscito realizado nos núcleos populacionais que hoje compõem este município. Com a autonomia administrativa foi criado o hino da cidade. Todos os participantes da composição e Garcia anotando e compondo a música, criando em 18 de 1989, enaltecendo assim em grande estilo as paisagens o povo hospitaleiro.
O brasão que simboliza o município mostra as riquezas da região, como a madeira, o pescado, o gado bovino e a produção agrícola.
O clima predominante é o equatorial super ao úmido AM no limite de transição AW, clima tropical chuvoso com nítida estação seca, tornando assim chamada verão a estação da seca e inverno da chuva.
Considerando a região próxima ao Rio Araguaia, as temperaturas variam de 17º a 35ºC. A média anual é de 28ºC.
Considerando a região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica, as temperaturas variam entre 25 a 33ºC, apresentando a média em torno de 30ºC. O período seco compreende os meses de maio a setembro e o chuvoso de outubro a abril. Sendo que só são praticamente conhecidas duas estações do ano inverno e verão.
O índice anual pluviométrico anual em torno de 1800 mm. A estação mais chuvosa e mais seca, que vão de 100 a 52%, sendo a média real de 78%.
Fonte: SEPOF – PA Portal Amazônia
A vegetação na maior porção do município, é representada por floresta equatorial latifoliada, ocupando área
de 3.575 km². Os desmatamentos são, na maioria, em região de florestas. As florestas ocupam a porção
Oeste do município, cobrindo grande parte das bacias dos Rios Inajá e Arraias do Araguaia.
As espécies
nobres ainda encontradas são: mogno, jatobá, angelim, pau d’arco, louro vermelho, pau Brasil e cedrorana.
Na região de cerrado, as espécies comuns são: caimbé, pau terra, faveiro, barbatimão, angico-preto, sucupira,
ipê amarelo.
Há uma predominância de solos podzólico, vermelho-amarelo distrófico, que ocupa a porção central e Oeste do município, de textura argilosa e atividade baixa, concrecionário médio a indiscriminado, relevo suave a ondulado. Na porção Leste, esse mesmo solo apresenta características álicas, solos que possuem saturação com alumínio, superior a 50% e correspondem à região coberta por cerrados, juntamente com a mancha de solos concrecionário sálicos, de relevo suavemente ondulado a ondulado. Nestes, algumas manchas de solos distróficos, representam enclave de rochas básicas/ultrabásicas, comuns nas unidades do Grupo Tocantins.
Os solos litólicos distróficos (solos de fertilidade baixa, saturação de bases menor que 50%) estão representados nos terrenos elevados, que compõem as serra Inajá, Moruré e Gradaús. Apresentam características próprias por estarem em relevo fortemente ondulado a montanhoso, argila de atividade baixa, afloramentos rochosos. As porções baixas da Serra Inajá, alcançando o vale do Rio Inajá, possuem solos que devem ser classificados, localmente, como latossolo vermelho escuro eutrófico, representados pela decomposição de rochas básicas, muito comuns no greenstone belt Inajá. As porções marginais dos Rios Arraias do Araguaia e Inajá apresentam solos gley pouco húmico, distróficos Qh, e solos aluviais distróficos, plínticos Qp.
A similaridade de formas de relevo e seu posicionamento altimétricorelativo, aliado a condicionamento de natureza estrutural e litológica, bem como a traços genéticos comuns, constituem a gama de elementos básicos para a definição de unidades geomorfológicas. Com bases nesses critérios foram reconhecidas duas unidades geomorfológicas na área do município de Santa Maria das Barreiras: O Planalto Dissecado do Sul do Pará e a Depressão Periférica do Sul do Pará.
Como testemunhos do Planalto Dissecado, as serras Gradaús e Inajá, situadas na porção Oeste do município,
com seus recortamentos e descontinuidades espaciais, abrem-se para a ampla Depressão do Araguaia ou Depressão
Periférica do Sul do Pará, posicionada a leste dessa unidade de
relevo. Este conjunto de relevos
residuais que constitui o planalto apresenta altitudes médias em torno de 500 a 700 metros, atingindo
o ponto mais alto do município, localizado na Serra Inajá, com 770 metros. Na depressão do Araguaia,
para Leste, as altitudes médias alcançam 300 metros, ocorrendo vertentes com declives expressivos.
A Serra Inajá é a expressão maior do relevo do município. Encontra-se a SE da Serra dos Gradaús, assumindo direção geral EW, cortando a porção central do município. São superfícies elevadas, extremamente dissecadas em formas aguçadas, muito semelhantes à Serra dos Gradaús. A Depressão Araguaia, que se constitui num prolongamento da Depressão Periférica do Sul do Pará, compreende uma vasta superfície rebaixada, com altimetria que varia de 200 a 300 metros, observando-se relevo dissecado, em formas de topo convexo e formas de topo tabular.
A hidrografia é representada por três grandes rios, afluentes pela margem esquerda do Rio Araguaia, de cursos quase paralelos, no sentido Oeste-Leste, os quais têm suas nascentes ao longo da Serra dos Gradaús. São os Rios Arraias do Araguaia, formando o limite Norte com o município de Redenção; Rio Preto, que faz o limite Sul com o município de Santana do Araguaia, e o Inajá, cujo curso está totalmente incluído no município, correndo na porção central do mesmo.
Da bacia do Rio Arraias do Araguaia, os afluentes pela margem direita que correm dentro do município de Santa Maria das Barreiras são de montante para jusante: Córrego Araras, Córrego Ururé, Ribeirão Araras, Ribeirão da Fava, Córrego Siriema, Ribeirão do Móia, Ribeirão Arraiazinha, Ribeirão do Côco e Córrego Grotão. A bacia do Rio Arraias do Araguaia, dentro do município, envolve uma área de 2.498 km².
Da bacia do Rio Preto, os afluentes pela margem esquerda pertencentes ao município de Santa Maria das Barreiras são muito pequenos e sem denominação, com exceção do Rio Papagaio, que corre no sentido paralelo ao Rio Preto e desemboca próximo à foz do mesmo Rio Araguaia. Outros dois pequenos córregos, Cachorro e Caiçara, intermitentes, deságuam no Rio Preto, ao longo dos terrenos inundáveis, que formam os lagos perenes, na margem do Rio Araguaia. A bacia do Rio Preto, dentro do município de Santa Maria das Barreiras alcança somente 947 km².
A bacia do Rio Inajá está dentro do município de Santa Maria das Barreiras e abrange uma área de 5.972 km², com exceção do Rio Inajazinho, seu maior afluente pela margem esquerda, que alcança 920 km². Os principais afluentes da margem esquerda do Rio Inajá são: Ribeirão das Antas; Rio Inajazinho; Córrego São João Batista; Córrego Procópio; Ribeirão Cipó; Córrego da Garça e Córrego Barreirinho. Pela margem direita: Córrego Água da Onça; Ribeirão Periquito; Córrego Carrapato; Córrego Juary; Ribeirão dos Porcos e Ribeirão Caracol. A bacia do Ribeirão Gameleira ou Chicão, na sua margem direita, que pertence ao município de Santa Maria das Barreiras, alcança uma extensão de 375 km². Desta bacia, os principais afluentes pela margem direita: Córrego Grota Ruim; Córrego Urucu e Córrego Tracajá. O Ribeirão Gameleira corre no sentido N-S, contornando o limite Sul do município de Conceição do Araguaia, desembocando diretamente no Rio Araguaia, acima da Ilha do Chicão.
O trecho do Rio Araguaia que banha a porção Se do município de Santa Maria das Barreiras alcança uma extensão de 55 km. Esse trecho do rio é totalmente navegável, apenas com uns pequenos obstáculos durante o período do verão, os quais são representados pelas corredeiras: Carajás, a jusante da cidade Santa Maria das Barreiras e outra de maior porte logo abaixo da cidade de Araguacema. Também constituem obstáculos à navegação, inúmeros bancos de areia que se acumulam sempre junto as ilhas, ao longo do canal caudaloso do rio. As ilhas mais importantes recebem as denominações: Mumbuca, Chicão, Charqueada, Piuna, Madalena, Frederico, Leal, Paulista, Batista, Campo e Canivete.
Há, igualmente, uma infinidade de lagos margeando o Rio Araguaia, os que são à margem esquerda do rio, dentro do município de Santa Maria das Barreiras, denominados Pacus, Grande, Preta, Madalena, do Veado, Araguaia, Sussuapara, Porto Raso e Três Bocas.
No município são identificadas duas reservas indígenas: Marananduba e Karajá. A área indígena Marananduba fica localizada na periferia da cidade à margem do Rio Araguaia, abaixo da cachoeira, Karajá. Possui área de 26 há e abriga índios Karajá remanescentes da antiga nação Karajá que sempre habitaram as margens do rio. Formam um grupo de 18 pessoas entre homens e mulheres, com quatro casas construídas em taipa têm o hábito de cultivar mandioca, milho e, sobretudo praticam a pesca e matam algum gado na área da reserva. Representando um povo pacífico.
Habitam ao lado da cidade há mais de 30 anos. Antes habitavam a ilha em frente à cidade. Falam a língua Gê, mas também falam o português. As crianças vão à escola mantida pela prefeitura que fica próximo a aldeia. O FUNAI dá pequeno amparo na cedência de medicamento e material escolar.
A área indígena Karajá Santana do Araguaia fica localizada à margem do Rio Araguaia, a montante da faz do rio Inajá limite com a rodovia PA 463 ou SMB 06. A reserva abrange 1.485 há, perímetro de 19.546 m e situação legal declarada como área de ocupação tradicional e permanente dos índios através do decreto 93.070 de 06/08/86 D. O de 07/08/86.
A população Karajá é de 183 pessoas e seus costumes vão se deteriorando no tempo. A cultura vem sendo paulatinamente modificada com a imitação dos costumes do branco.
Há uma miscigenação gradativa com a união do índio e branco e / ou negro, que vão se instalando na reserva. Não há mais muita produção de cerâmica para utensílios domésticos, nem os trabalhos artesanais.
Duas grandes unidades metalogenéticas dominam a região do município de Santa Maria das Barreiras, sendo que a seqüência vulcanos-sedimentar serra do Inajá, que está totalmente inserida nos limites municipais, é a que oferece as melhores condições metalogenéticas para o acúmulo mineralógico de uma goma de minerais como ouro, cromo, cobalto, cobre, níquel, estrôncio, molibdênio, wolfrânio, nióbio, ferro, mármore e amianto.
Outra unidade metalogenéticas de importância à acumulação econômica de mineração é representada pela faixa do cinturão do Araguaia inserida no município dentro do Grupo Tocantins e representada pela Formação Couto Magalhães e Suíte Máfico – ultra máfica Quatipuru. A metalogênese dessas formações é incontestavelmente favorável à descoberta de fazimentos minerais, tais como ouro, sulfato de cobre, chumbo, zinco, cromo, níquel, platina e amianto. Ainda deve ser dada atenção à favorabilidade a descoberta de calcário, dalomito, fosfato e gemas como turmalina, ametista, cristal de rocha, nas litológicas de Formação Couto Magalhães.
A grande atração turística são as praias e o Rio Araguaia. As praias são em número de 09: Pio Capitare, Defunto, Paulista, Onça, Norberto, Jatobá, Mundico e Cabeça Branca. Que na época do verão recebem muitos turistas oriundos do Sul e do Centro – Oeste. Não possui nenhuma infra-estrutura e nem meios de instrução de conservação do meio ambiente. Como a cidade também ainda não está preparada, não possui acomodações para essa massa humana, a grande maioria acampa nas praias. Um barco de passeio mantido pela prefeitura faz a ligação constante das praias com a cidade. São atrações ao longo do rio, as cachoeiras de Santa Maria e Caiapó, as ilhas Mundico, Leal, Madalena, Batata, de Campo e Norberto. Os lagos Escondido e Pio e as aldeias dos índios Karajá, Santo Antonio e Maranduba.
Competições como a pesca, natação, corrida de barco, Jet ski e outras modalidades são atrações para os turistas. São feitas também concursos de Garota Verão.
A área de desmatamento destacam-se as postagens dos grandes grupos, tem propiciando a produção em grande escala da pecuária de corte. Há um plantel estimado de 140.000 cabeças de bovinos, 1.150 bubalinos e 19.400 suínos (IBGE – Conceição do Araguaia – 1993).
Não há fiscalização na movimentação do gado o que causa a grande evasão de divisas que poderia compor a renda municipal. Os moradores da sede que já quase todos, tiveram criação de gado de pequeno porte, apenas poucos deles conservam seu gado.
INOCÊNCIO COSTA (Fundador)
Local de Nascimento: Pinheiros – MA
Data
de nascimento: 28/12/1804
Data de falecimento: 22/09/1918 no Morro do Chapéu
História: Casado com Francisca P. Alves da Luz. Descendente dos donos de engenhos de cana. Veio para o Araguaia por ordens médicas, para se curar dos males do fígado e também de uma depressão. Já orientado pelos mais velhos a seguir os conselhos de Padre Cícero do Juazeiro. Chegou ao seu destino no dia 07/09/1892 – Barreira de Santana – e foi recebido pelos Kaiapó, de quem comprou as terras por 30 réis. Como fundador da cidade, foi o líder político enquanto viveu. Foi delegado nomeado pelo Governador do Estado.
MANOEL QUIRINO DE SOUZA
Local de Nascimento: Barreiras
Data de Nascimento:
26/01/1920
Data de Falecimento: 17/12/1994
História: Contabilista – bisneto de Inocêncio Costa, eleito prefeito por duas vezes na cidade de Santa Maria das Barreiras e duas vezes na cidade de Conceição do Araguaia.
JOSÉ INOCÊNCIO NERES
Local de Nascimento: Santa Maria das Barreiras
Data de Nascimento: 28/12/1913
Data de Falecimento:
História: Filho de Felipe Neres da Silva e Prudência P. da Costa. Casado com Nair Coêlho da Luz, tiveram 16 filhos, mas só criaram 10. Como neto do fundador da cidade, muito tem lutado para o engrandecimento
e melhoria do município.
ANTÔNIO PINTO DE MATOS (Seu Neném)
Local de Nascimento:
Data de Nascimento:
Data
de Falecimento:
História: Comerciante e um dos líderes políticos.
MARIA DEROCY NERES PIASSAVA
Local de Nascimento: Barreira de Santana
Data de Nascimento: 18/06/1922
Data de Falecimento:
História: Neta de Inocêncio Costa, casou-se com Pedro José Piassava em 14/12/1942. Foi Fiscal do município desde 1941 e Sub-prefeita de 1956 a 1959, Agente Fiscal das rendas do Estado e Tesoureira da prefeitura em 1989.
ANÁLIA PEREIRA DE MATOS
Local de Nascimento: Barreira de Santana
Data
de Nascimento: 21/04/1939
Data de Falecimento:
História: Filha de Antônio Pinto de Matos e Benevenuta Pereira Fontenelle.
JOSÉ RAIMUNDO PEREIRA FONTENELLE
Local de Nascimento: Barreira de Santana
Data de Nascimento: 04/03/1929
História: Filho de Domingos Fontenelle e Benevenuta P. Fontenelle.
TEREZINHA CARREIRO VARÃO
Local de Nascimento: Nova Iorque – MA
Data de Nascimento:
História: Veio morar na Barreira com 15 anos de idade. Tabeliã do Único Ofício desde 1952. Sobrinha de Seu Neném e adotou de coração essa terra.
OLEGÁRIA P. DE BRITO
Local de Nascimento:
Data de Nascimento: 06/03/1909
Data de Falecimento:
História: Filho de Maroquinha, sobrinha do Seu Neném.
SEBASTIANA OLIVEIRA LUZ
Local de Nascimento: Barreira de Santana
Data
de Nascimento: 20/01/1940
História: Filha de Elpídio Lopes e Josefa Satira da Silva. Eleita e empossada como vereadora por duas vezes.
EFRÍSIA MARTINS DE ALMEIDA
Local de Nascimento: Canjirana
Data de Nascimento:
22/01/1908
Data de Falecimento:
História: Casou-se com Manoel Joaquim em 20/01/1934. Filha de mãe Angélica e Venuto.
ADÃO MARTINS DE CARVALHO
Local de Nascimento:
Data de Nascimento:
História: Foi vereador quando Manoel Quirino foi prefeito no ano de 1976. Casado com Rosa Magalhães de Carvalho.
EDUARDO LUCAS DE MAGALHÃES
Local de Nascimento:
Data de Nascimento: 10/07/1933
Data de Falecimento:
História: Filho de Maria Joana Martins de Almeida e de Ediluca.
LEONETE MENDES DE ALMEIDA
Local de Nascimento:
Data de Nascimento:
Data de Falecimento:
História:
TEREZINHA DE JESUS MENDES DE ALMEIDA – TECA
Local de Nascimento: Santa Maria das Barreiras – Pará
Data de Nascimento: 16/05/1946
Data de Falecimento:
História: Filha de João de Almeida e Leonete Mendes de Almeida
MIGUEL RODRIGUES DOS SANTOS
Local de Nascimento: Barreira de Santana – Pará
Data de Nascimento: 29/09/1914
Data de Falecimento:
História: Filho de Manoel Rodrigues Barros (Manoel Felipe) e Raimunda Martins de Almeida.
MARIA BRAGA DOS SANTOS – MARICA
Local de Nascimento: Barreira de Santana
Data de Nascimento: 17/02/1917
Data de Falecimento:
História: Filha de Isac Braga da Silva e Minervina Almeida Braga.
É com ternura que amo esta terra
De lindas praias e noites serenas
De campos belos e produtivos
De gente amiga e hospitaleira
És tu morena bela, és tu Santa Maria das Barreiras (2x)
Auriverde pendão da minha Pátria
Que a brisa beija e balança
Estandarte que a luz do céu encerra
As promessas divina esperança
Grande e bela terra morena
Os teus filhos orgulham por tê-la
Vivem e lutam com amor altivo
Sob as bênçãos de nossa padroeira
És tu morena bela, és tu Santa Maria das Barreiras (2x)
Tuas belezas estão repletas no teu ser em tua gente
Neste símbolo colosso e hostil
Que é o Araguaia de águas cristalinas
As riquezas que te enobrece
São de tuas matas altaneiras
As belezas que te dominam
São de tuas paisagens pantaneiras
És tu morena bela, és tu Santa Maria das Barreiras (2x)
Letra e Música: GARCIA
Criado em 18/10/1989
Ordem | Nome | Período |
---|---|---|
![]() |
José Barbosa de Faria (Mussum)
Partido: PMDB |
2013/2020 |
![]() |
Odacir Dal Santo
Partido: PRP |
2005/2012 |
![]() |
Adinei Campos Rodrigues | 1997/2004 |
![]() |
José Messias de Almeida | 1993/1996 |
![]() |
João Irineu da Luz | 1989/1992 |
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Henrique Vita | 1983/1988 |
![]() |
Capitão PM – Luiz Corrêa Júnior (Interventor ) | 1982/1983 |
![]() |
José Ribamar Moraes | 1977/1982 |
![]() |
Manoel Quirino de Souza | 1973/1977 |
![]() |
Amaro da Costa Machado | 1971/1973 |
![]() |
José Coelho da Luz | 1967/1971 |
![]() |
Isabel da Silva e Souza | 1962/1967 |